Hoje a Venezuela passa por um referendo no qual irá decidir se concede poderes vitalícios a Hugo Chávez e se transforma em uma nova Cuba. Isto me lembra de uma pequena história que recebi por email e que foi publicada na antiga revista Visão em maio de 1983:
Um bando de porcos selvagens vivia numa região remota da Geórgia, Estados Unidos, junto a um rio. Eram porcos obstinados, barulhentos e independentes. Tinham sobrevivido a inundações, incêndios, secas, aos caçadores e a seus cães. Os habitantes da região achavam que jamais se deixariam apanhar.
Certo dia, apareceu um forasteiro no armazém de uma aldeia próxima ao local em que viviam os porcos. Ele perguntou ao dono do armazém: “Onde poderei encontrar os porcos? Pretendo capturá-los”. O comerciante respondeu com risadas à fanfarronice, mas indicou ao forasteiro o local em que viviam os porcos. Este partiu com sua carroça puxada por um único cavalo, levando um machado e alguns sacos de milho.
Dois meses depois, detendo a carroça em frente ao armazém, pediu ajuda para descarregar os porcos que trazia. Disse que conseguira prender todos eles numa armadilha que tinha armado no mato. Os moradores da região ficaram assombrados e alguns caminharam quilômetros para ouvir o forasteiro contar como tinha capturado os porcos.
“Primeiro”, disse ele, “usei o machado para abrir uma clareira no mato. No meio dela coloquei um pouco de milho. No começo não apareceu um só porco para comer o milho. Passados alguns dias, porém, os mais novos começaram a aproximar-se, abocanhavam um pouco do milho e disparavam de volta ao mato. Depois os mais velhos também vieram comer o milho, tendo provavelmente concluído que, se não o fizesse, outros o fariam. Em pouco tempo, todos os porcos vinham comer o milho. Deixavam até de procurar bolotas de carvalho e raízes por conta própria. A essa altura, comecei a levantar uma cerca em volta da clareira, tornando-a cada dia um pouco mais alta. No momento adequado, instalei uma porta tipo alçapão e tranquei os porcos. Naturalmente ao perceber que estavam presos, eles começaram a grunhir e protestar. Acontece que eu sou capaz de capturar qualquer animal do mundo, desde que este passe a depender de mim por um pouco de comida fácil.”
A principal questão levantada por este cenário e por esta historieta, é que, a massa é estúpida, e muitas vezes se comporta como um sapo que colocado em um pote de água fervente, imediatamente pula para fora, mas se colocado em agua fria e aquecida lentamente, acaba cozido sem perceber.
Qualquer um que se oponha ao fornecimento gratuito de milho e à construção da cerca em volta do bando é imediatamente acusado de ser contra o povo e contra os mais pobres. Lula é o nosso Chávez com fala mansa e terno Armani, mas a cerca e o milho são idênticos.
Fica aqui a pergunta: O que podemos fazer antes que a porteira se feche e que todos viremos linguiça?
Anderson
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Muito pensam nós adoramos reclamar do PT e do Lula e temos como pretensão fazer disso um esporte enquanto formos governado por eles. Isso não é verdade.